IMG_3168Imagem via Instagram

Este é um assunto que me tem feito alguma confusão.

Parece que na cabeça de algumas pessoas ainda há uma ideia antiquada sobre o que significa “Família”.

Nos últimos anos o conceito de Família foi mudando e, apesar dessas mudanças serem cada vez mais a realidade de muitos, parece que a sociedade ainda tem alguma dificuldade em aceitá-las.

É certo que já vou começando a ver algumas diferenças, as marcas estão atentas e já se vão adaptando mas, ainda há quem faça (sem querer, talvez) com que essas novas famílias sintam ainda mais na pele essas diferenças.

Ou seja, o termo “Família” por norma era associado a um casal (homem e mulher) com um ou mais filhos. E, apesar de ainda ser o mais comum, já existem inúmeras novas “Famílias” constituídas apenas por alguns elementos mas que não deixam de ser de facto… Famílias!

Um casal sem filhos, um pai ou uma mãe com um filho, um casal do mesmo sexo com um filho, uma pessoa e um animal de estimação! Para mim, todos eles são… Família!

No meu caso, neste momento, sou apenas eu e o meu filho. Não posso dizer que uma separação, principalmente quando há filhos, seja algo fácil de passar ou uma decisão que se tome de ânimo leve. Não é! Garanto que há muita ponderação e até alguma dificuldade em habituar a esta nova realidade. Tive (e ainda vou tendo) muitos dias complicados em que pensei que devia ter feito tudo de outra forma, porque gostava de estar TODOS os dias com o meu filho. Mas, com o passar do tempo, sei que uma guarda partilhada foi a decisão mais acertada. Por mais que me custe estar longe do meu filho em algumas semanas, não podia ser egoísta e privá-lo de crescer também com a presença e o convívio com o pai e, por isso, pensei (e penso) sempre no que é melhor para ele, acima de tudo e de todos!

Mas, se antes recebia alguns convites para atividades, fins de semana ou eventos que se destinavam à família… desde essa altura, esses convites foram sendo cada vez menos. Será que não consideram que tenho uma família por ser apenas eu e o meu filho? Fará sentido ser discriminada por isso?

E quando na escola pedem para uma criança de pais separados desenhar a casa onde vive com os pais (quando ele tem duas e vive semana sim, semana não com cada um deles), quando pedem para fazer uma decoração para a árvore de Natal (e ele tem duas, em casas diferentes), como acham que fica a cabeça dele?

Está na altura de mudar mentalidades, vamos acompanhar a mudança que está a acontecer todos os dias, vamos adaptar-nos a esta nova realidade e ter mais atenção à forma como fazemos os outros sentirem-se. Não é por viverem uma realidade diferente da “tradicional” que são menos família, menos felizes ou… menos, ponto!

 

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