familias separadas

Se há coisa que me tem incomodado é este zumzum que se gera em torno de casais separados que wow, vá-se lá entender… até se continuam a dar bem!!!

Mas será assim tão estranho? Por que raio é que quando se separam têm que se dar mal? Ou deixar de fazer coisas juntos, principalmente quando há filhos pelo meio?

Este post tem a ver com as notícias que têm vindo a público, sobre vários casais conhecidos que se separam e depois aparecem juntos a conviver. Se há um filho em comum e viveram durante anos juntos, não podem ser simplesmente amigos que até continuam a gostar da companhia um do outro mas que não sentem aquele amor de antes? Eu compreendo, as pessoas acham sempre que quando há uma separação é porque alguma das partes traiu a outra! E aí é natural que a relação nem fique assim tão saudável mas, nem sempre é essa a razão!

E há outra coisa que também me irrita, que é a ideia de que família é só quando há um pai, mãe e filhos a viver juntos. As marcas adoram passar a imagem e ideia de família ideal e para elas só contam quando são pelo menos 3. E quando um casal não quer (ou não consegue infelizmente) ter filhos? E se for apenas uma mãe ou um pai com um filho? Até porque essa acaba por ser cada vez mais a realidade dos dias de hoje!

E fico triste quando vejo quase todos os dias na televisão notícias e reportagens sobre pais alienados que as mães (ou pais) afastam por não conseguirem resolver os seus problemas pessoais e que usam os filhos como um brinquedo, sem pensar sequer nos sentimentos e estabilidade emocional deles, sobre mães (ou pais) que criam os filhos sozinhas porque o outro não ajuda nas despesas e só aparece quando lhe apetece. O que é que se espera quando se deixa um pai (ou mãe) de parte a usufruir apenas de um fim de semana de 15 em 15 dias? É natural que se vá desligando ou que sinta que aquela já não é a sua família. Ou então a mãe (ou pai) é a má da fita que educa e tem todas as responsabilidades e o pai (ou mãe) é o porreiraço que aparece só para os momentos divertidos e de lazer e depois é ver os miúdos a quererem afinal ir viver com eles…

Sei que há situações que não são assim tão simples, quando uma das partes decide que não quer aceitar aquele filho ou fazer parte da família e a outra pessoa fica com toda essa responsabilidade. Mas refiro-me principalmente aos casos em que a mãe (sim a mãe) assume toda a responsabilidade porque quer, porque continua a achar que mãe é mãe, ela é que deve ficar com a guarda total dos filhos… Porquê? O pai não pode amar o filho de igual modo? Não tem tanto direito e obrigações quanto a mãe? O filho não precisa do amor do pai na mesma medida em que precisa do amor da mãe?

Vamos mudar mentalidades, vamos deixar de ser quadrados e de achar que uma família só conta quando estão todos juntos ou que quando se separam tem que haver uma rutura decisiva e que nunca mais se podem dar, falar ou frequentar os mesmos espaços juntos. Vamos pensar nas crianças e no bem estar delas primeiro. Se todos se dessem assim tão bem como alguns destes casais conhecidos pelos vistos dão, talvez tivessemos mais crianças felizes, mesmo com pais separados!

 

    1 comentário

  1. Mia Relogio Maio 19, 2017 at 18:51 Responder

    Tenho um orgulho do caraças em ser tua amiga! em ter te na m minha vida! Es uma grande mulher, nunca duvides disso e tens uma família linda! So tens motivos para sentir orgulho.
    Um beijo no teu coração

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